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O 1º semestre no Comércio Exterior: uma análise AIN Global

Neste ano, finalizando o 1º semestre, com as medidas de proteção sanitária mais flexibilizadas, você já se perguntou como está o cenário econômico do Comércio Exterior no Brasil?

E quais são as expectativas para o 2º semestre de 2022?

Juntamos pessoas importantes dentro da AIN Global para apresentar opiniões, com base em suas pesquisas e funções, sobre o Comércio Exterior nos seis primeiros meses de 2022.

Vamos conferir o que eles nos apresentam e analisar o cenário doméstico e internacional nesse período?

Como foi o cenário econômico do país até então (junho)?

Ao analisar o cenário econômico, Caio Coelho, coordenador de importação da AIN Global, observou que o consumo cresceu gradativamente durante a pandemia. Isso impactou diretamente as empresas, com destaque para aquelas relacionadas ao e-commerce.

Entretanto, o cenário político fez com que o poder aquisitivo do brasileiro fosse reduzido, obrigando a população a colocar na balança suas prioridades.

Assim, analisando pela perspectiva das empresas, houve desenvolvimento e crescimento econômico. Contudo, ele não foi absorvido em sua totalidade pela população, devido à queda do poder de compra impulsionada pela inflação.

Diogo Moser, gerente comercial, também chamou atenção para o índice inflacionário, destacando que o mundo todo está registrando altas taxas.

Ele apontou que países como Estados Unidos, que nunca tiveram consequências drásticas com a inflação, agora têm níveis elevados, enquanto em países vizinhos do Brasil, como a Argentina, o problema é ainda maior.

Além disso, ele observou que, após os anos de 2020 e 2021 e a diminuição da força da pandemia, as empresas estão voltando à ativa.

Em sua análise não poderia ficar de fora o atrito entre Ucrânia e Rússia, que elevaram os preços de alguns insumos. Colocando todos esses fatos na balança, ele vê o 1º semestre do Comércio Exterior de uma forma muito boa para a economia.

Avanço econômico na exportação

Pelo lado da exportação, Letícia, do setor de exportação, observou que foi notada uma maior movimentação, principalmente de novas empresas que viram no setor uma nova oportunidade.

O crescimento do setor foi influenciado pela baixa do dólar, que normalmente não é recomendada, mas que valorizou os produtos brasileiros no exterior.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no primeiro trimestre de 2022, a economia brasileira avançou 1% comparado ao mesmo período de 2021.

Com relação ao PIB (Produto Interno Bruto), o aumento no período analisado foi de 1,7%.

O principal responsável pelo crescimento econômico brasileiro foi o setor de serviços, que representa 70% do PIB do país.

Envolvendo atividades como alojamento e alimentação, o setor teve uma grande queda com as restrições sociais da pandemia e hoje encontra uma demanda reprimida, com a flexibilização dessas restrições (CNN Brasil).

Os dados referentes ao 1º semestre do Comércio Exterior serão consolidados após o fim do segundo trimestre e a divulgação dos dados referentes a ele.

Quais são as perspectivas para o 2º semestre do Comércio Exterior?

Diogo apontou que a tendência é que o segundo semestre seja forte, tanto na importação quanto na exportação. Isso porque a baixa nos preços faz as empresas estarem mais abertas a fazer novos negócios e aumentar suas aquisições.

Ele apontou que 2022 iniciou com valores de frete e cotações relativamente baixos em comparação a 2021, no qual o transporte chegou a custar até R$ 12 mil e o dólar alcançou a casa dos R$ 5,60.

Movimento de retomada

Para Letícia, a expectativa é de que haja retomada de projetos que estavam parados e lançamento de novos projetos.

Esse movimento é reflexo do período de pandemia da Covid-19, em que as empresas estavam focadas em guardar recursos, por se tratar de uma fase de inúmeras incertezas e na qual não era possível ter uma previsão concreta.

Letícia aponta que após esse período de incertezas e das empresas se estabilizarem no pós-pandemia, chegou o momento em que o Comércio Exterior irá se destacar, por ser possível ter mais contatos e previsões.

Peak Season

Para Caio, por estar entrando em período de pré Peak Season, os valores que estavam vigentes no mercado como um todo, de armadores por exemplo, estão tendo aumentos gradativos.

Ele aponta como motivos para esse aumento o novo lockdown imposto pela China, principalmente em Xangai, que é um dos principais portos e ficou fechado por cerca de 2 meses.

Agora que o transporte de mercadorias voltou à ativa, consequentemente, aumentaram os valores do frete. Caio alegou, ademais, que a Peak Season também colabora com esse aumento.

Isso acontece porque os armadores já preveem o aumento da demanda e consequentemente de valores de embarque com o aumento das movimentações decorrentes da Black Friday e do Natal.

Assim, a perspectiva é de que seja percebido um aumento dos volumes. Porém, com antecipação para evitar atrasos de cargas, trabalho que já vem sendo feito com alguns clientes nos últimos anos.

Instabilidades

Para Alexandre Gera, fundador e CEO do DigiComex, o 2º semestre do Comércio Exterior brasileiro conta com uma situação de instabilidade.

Ela é exponenciada pelo chamado Custo-Brasil, que inclui dificuldades tributárias e a burocracia brasileira. Além disso, as eleições presidenciais e a Copa do Mundo aumentarão as dificuldades enfrentadas no setor.

No cenário internacional, as dificuldades com contêineres devem perdurar, mas o escoamento de mercadorias deve melhorar, uma vez que os principais desafios enfrentados pelos portos devem ser reduzidos (ServCargo).

Em relação aos eventos presenciais pós-Covid, qual é a previsão de desenvolvimento de clientes e do Comércio Exterior?

Sobre os eventos presenciais, Diogo afirmou que as feiras e eventos que aconteceram em 2022 já estavam com um fluxo mais alto de pessoas, tanto de visitantes quanto de expositores.

Esse aumento da participação se deu, principalmente, devido ao longo tempo longe do contato presencial. Ele também sinalizou que o retorno está trazendo de volta o networking, fator importante no desenvolvimento de clientes e empresas.

Diogo apontou que seu setor, o comercial, vem percebendo que as empresas estão evitando reuniões online. Assim, há uma tendência de aumentar o volume de negócios e oportunidades, voltando à frequência pré-pandemia.

Segundo ele, “ocasionalmente são solicitadas visitas e reuniões presenciais pois o contato humano, como um aperto de mão, faz diferença para o negócio”.

Caio sinalizou que é de conhecimento comum que o contato com os clientes é importante para desenvolvimento de negócios e captação de leads.

Entretanto, ele chama atenção para os cuidados sanitários, que não podem ser deixados de lado durante o presencial, tanto em eventos quanto em reuniões, para garantir a saúde do próximo.

Destaque do ano até o momento

Caio, do setor de importação, notou uma diferença nos fretes: nos anos anteriores, a tendência era de valores altos para o Comércio Exterior no início do ano (1º semestre) e aumento dos preços com o decorrer do ano, diferentemente de 2022, que temos valores mais modestos.

Ele sinalizou que um dos principais motivos para essa diferença é a inflação. Dessa maneira, a previsão é de não ter um salto tão grande nos valores de frete em 2022, diferentemente de 2021, quando os preços aumentavam muito em pouco tempo.

Para Letícia, na exportação foi notada a questão dos espaços: ela recordou que em 2021 estava difícil conseguir embarcar as cargas, sobretudo na região da América Latina.

Em 2022, pelo contrário, apesar de ainda haver reflexos disso, uma baixa nas antecipações de bookings vem tornando os embarques mais fáceis.

O recorde das exportações brasileiras foi um grande destaque.

Nos primeiros quatro meses de 2022, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 19.94 bilhões e a corrente de comércio foi de US$ 182.42 bilhões.

Comparando com o mesmo período de 2021, as exportações cresceram 16,7%, registrando um valor de US$ 28.9 milhões.

Nas importações, o valor registrado foi de US$ 20.75 bilhões, com um aumento de 35,7% (Governo Federal).

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